Risco de ações de empresas com boas práticas ESG
Data de Publicação: 9 de março de 2026
Resumo
O objetivo deste estudo consiste em examinar o risco das companhias abertas brasileiras com boas práticas ESG. Foram consideradas todas as companhias abertas brasileiras com dados disponíveis nas bases Economatica e Refinitiv Eikon. Foram coletados dados sobre a divulgação de práticas ESG junto à plataforma Refinitiv Eikon, separando as empresas que apresentavam algum score ESG relatado das demais. Os dados sobre o coeficiente beta, representante da variação dos preços das ações das empresas, foram coletados a partir da base Economatica. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e teste t de diferença de médias. Observou-se que as empresas que praticam e divulgam alguma prática ESG possuem, em média, maior risco do que as demais companhias. Esses resultados foram contrários à teoria e à hipótese desse estudo, uma vez que não se constatou menores riscos para as firmas praticantes do ESG. Uma possível explicação é que muitas empresas se encontram em setores regulamentados de alto risco, sendo obrigadas a divulgar certas práticas ESG. Outro possível motivo é que a adoção de práticas ESG pode ser uma tentativa de empresas que já se encontram em setores arriscados de diminuírem seus riscos. Em termos teóricos, o estudo contribui ao elucidar a relação entre risco e ESG no Brasil, complementando a literatura com evidências contraintuitivas. Na prática, auxilia agentes econômicos na avaliação da volatilidade de ativos sustentáveis, além de fomentar o debate social sobre a efetividade dessas práticas corporativas.
Palavras-chave:
Risco, ESG, Companhias brasileirasAutores:
José Reinaldo Passos Villefort Júnior, Dermeval Martins Borges Junior, Lúcio de Souza Machado, Paulo Junio Pereira de Moura Acesse o artigo na íntegra no link Risco de ações de empresas com boas práticas ESG | Revista Catarinense da Ciência Contábil